Revista Construção Metálica | 18/02/2010
Foi pensando na Copa de 2014, que o Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) e o Instituto Aço Brasil (IABr) lançaram o programa Aço: Construindo a Copa 2014, no último mês de novembro. O objetivo foi apresentar as potencialidades e vantagens do aço como material mais apropriado para atender às necessidades das obras preparativas em 12 cidades brasileiras.
No evento estiveram presentes o diretor executivo do CBCA, Eduardo Fares Zanotti, o vice-presidente executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes, o vice-presidente do IABr, André Johannpeter Gerdau e do ministro do Esporte, Orlando Silva.
Zanotti avaliou o programa como uma "oportunidade ímpar para o setor", ainda segundo ele "Copa do Mundo não é somente um evento de futebol, é um evento que divulga e promove as cidades-sede para trazer novos empreendedores para o país".
Mesmo não sendo possível prever investimentos e números de obras que serão erguidas ou reformuladas para o mundial, é certo que o país deverá aumentar bastante a competência de aeroportos, hotéis, estradas, anéis viários, estações e linhas de trens e metrô, entre outras obras.
Aproveitando as exigências desse tipo de evento esportivo, países como Alemanha, China e África do Sul usaram a oportunidade para modernizarem suas cidades. Isso significou uma demanda adicional de aço de 3 a 5 milhões de toneladas. Mesmo porque, além de obras direcionadas exclusivamente para os jogos, as prefeituras foram estimuladas a investirem em infraestrutura e áreas públicas.
Atualmente o consumo per capita de produtos siderúrgicos no Brasil, que é de cerca de 100 kg por habitante, está muito abaixo se comparado ao de países desenvolvidos que supera a marca de 300 kg por habitante. Segundo dados apresentados na coletiva de imprensa de lançamento do programa Aço: Construindo a Copa 2014, pelo diretor executivo do CBCA, Eduardo Zanotti, há uma estagnação do consumo per capita de aço no país desde 1980.
Toda a movimentação da economia indica que, a partir de agora, o Brasil terá condição de superar marcas de consumo como a da China, por exemplo (2008 - 332kg/habitante). Desde 2004, os investimentos vêem sendo direcionados para o aumento da capacidade instalada, que passou de 28 milhões de toneladas para as atuais 41 milhões de toneladas. Foram investidos neste período US$ 12 bilhões.
AÇO Construindo a Copa 2014 Brasil
Mas por que o aço?
A Copa do Mundo deve seguir os chamados green goals, uma lista de metas verdes estabelecidas pela FIFA a partir da Copa da Alemanha, em 2006. Os engenheiros e arquitetos brasileiros têm como desafio para 2014 utilizar materiais e equipamentos ambiental, econômico e socialmente adequados. Além do tratamento e destino de resíduos líquidos e sólidos, os projetos também devem optar por sistemas construtivos que melhor atendam às premissas da sustentabilidade. Essa preocupação ambiental abre as portas para o aço que é um material 1 00% reciclável e o mais reciclado no mundo.
O aço possibilita a utilização de estruturas mais leves, que exigem fundações menos profundas, tem grande durabilidade e é muito adaptável, esse tipo de material também reduz o tempo de obra, os desperdícios e a quantidade de entulhos e demais resíduos nos canteiros de obras. Levando em conta os prazos de conclusão e as condições das cidades que irão sediar os jogos, o aço pode ser a melhor alternativa. Alguns países que sediaram recentemente jogos esportivos desse porte substituíram os sistemas construtivos tradicionais pelo uso do aço não só em estádios, mas também na ampliação e reforma de aeroportos e obras de infra-estrutura. No Brasil, um conjunto de ações vem garantindo à cadeia produtiva do aço um amadurecimento e modernização, assegurando ao setor o preparo necessário para atender à demanda esperada em função da Copa de 2014. Desde a conclusão do processo de privatização de 1994 até 2004, foram investidos US$ 14 bilhões para modernização do parque industrial e eliminação de gargalos.