Manaus | 11/02/2010
Paralisadas por conta de pendências de adequação no projeto, as obras de construção do Centro de Convenções do Amazonas, que integrará o complexo esportivo da Arena da Floresta - sede dos jogos de uma das chaves da Copa 2014 - estão agora correndo o risco de se tornar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Uma grande escavação feita no local – onde estão sendo realizados os serviços de terraplenagem – se transformou numa imensa piscina aberta, com água acumulada da chuva. A situação ainda não foi averiguada pela Divisão de Vigilância em Saúde do Município, que deverá ir hoje ao local para vistoriar a área. A obra está sendo executada pelo Governo do Estado, por meio da Empresa Amazonense de Turismo (Amazonastur), e é considerada como o pontapé inicial para a Copa da Amazônia.
Ao saber da situação, a presidente da Amazonastur, Oreni Braga, determinou ontem mesmo que a construtora responsável pela obra, a RD Engenharia, providenciasse a colocação de tampas de proteção no local. Informados pela reportagem de A CRÍTICA, técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) disseram que deverão fazer uma visita ao canteiro de obras na manhã de hoje para verificar a situação. Na opinião dos técnicos, existe sim o risco de haver focos de mosquito no local, que fica ao lado do Hospital da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam). Os técnicos do órgão afirmaram, também, que a denúncia terá o mesmo tratamento de todas as outras que têm chegado à Semsa.
Os agentes de saúde deverão verificar primeiro se há focos do mosquito transmissor da dengue. Uma vez constatados, serão combatidos. A assessoria de comunicação da Amazonastur informou que a paralisação da obra se deve a mudanças que estão sendo feitas no projeto de construção do centro de convenções. Os trabalhos foram suspensos há pelo menos 30 dias. Conforme a assessoria, o objetivo é integrar as obras da Arena Multiuso às da implantação do monotrilho, novo sistema de transporte que ligará a Zona Norte ao Centro de Manaus. “Como o projeto do CCA foi concebido antes de Manaus se tornar uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014, a paralisação serviu para que as obras tenham a mesma formatação visual, visando uma maior integração nas áreas de interface e oferecendo uma melhor acessibilidade ao usuário”, esclarece a nota.
Ainda de acordo com a Amazonastur, em função da mudança no projeto o planejamento acertado anteriormente junto à Caixa Econômica Federal, financiadora da obra, está sendo reprogramado - procedimento padrão que a Caixa adota, como forma de assegurar que os recursos serão empregados na obra. Após essa reprogramação as obras serão retomadas.