Aço na Copa

Notícias

Edição Especial

Emop faz projeto para o Maracanã 2014

Rio de Janeiro | Projeto Design | 10/02/2010


Quando as obras terminarem, quem observar pelo lado de fora o Maracanã, no Rio de Janeiro, não notará grandes mudanças em sua aparência. Sua facha­da, que é tombada pelo órgão federal de proteção do patrimônio, vai apenas perder a cor azul atual e recuperar a tonalidade cinza original, de quando foi projetado, na década de 1940, para a Copa do Mundo de Futebol que o Brasil sediou em 1950. As alterações no estádio, que deve ser palco da final da Copa de 2014, vão ocor­rer sobretudo na parte interna e em seus acessos, segundo desenho apresentado pela Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer do estado do Rio.

De acordo com informações forneci­das pela assessoria de comunicação da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), o projeto de arquitetura foi desenvolvido por equipe própria, com o auxílio do escritório Fer­nandes Arquitetos, de São Paulo, que prestou consultoria no desenvolvimento do trabalho. Quando da apresentação do projeto, na segunda quinzena de dezem­bro, a secretária Márcia Uns e o presidente da Emop, !caro Moreno, afirmaram que a obra teria início em março de 2010 e estaria concluída até dezembro de 2012.

As intervenções previstas pretendem melhorar o conforto, a acessibilidade e a visibilidade - as mudanças vão implicar a redução do número de assentos para 83,4 mil lugares. A vista superior será alterada, pois a cobertura se estenderá para toda a área da platéia. O custo es­timado das obras é de 500 milhões de reais, dos quais 75% serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvi­mento Econômico e Social (BNDES) e o restante pelo governo estadual. Esse valor engloba o projeto de reurbaniza­ção e a ligação do estádio, através de passarela, com a Quinta da Boa Vista.

O projeto estabelece a construção de vomitórios (áreas que levam o público às arquibancadas) e de quatro rampas de acesso, que se juntarão às duas rampas monumentais existentes e atualmente desativadas. Com isso, o estádio poderá ser evacuado em oito minutos em caso de emergência, conforme recomenda a Fifa. Área de hospitalidade para atletas, imprensa e convidados especiais são alguns dos espaços a serem incluídos na cota zero do Maracanã. Tribuna de honra e camarotes (no total de 88) fica­rão na cota 18. O estádio de atletismo Célio de Barros e o parque aquático Júlio Delamare (cuja demolição havia sido cogitada) serão adaptados para abrigar as instalações do Centro de Mídia e do Centro de Voluntariado, respectivamente.

Desde que o Brasil se candidatou a sediar a Copa do Mundo, o Maracanã é citado de forma quase incontestável como a arena do jogo final. No entanto, a cidade foi a última a apresentar seu projeto de estádio à Fifa e o modelo de viabilização do negócio passou da ten­tativa de uma parceria público-privada (PPP) para uma obra pública.

O projeto do estádio Jornalista Mário Filho (nome oficial do Maracanã) é de autoria de uma equipe de arquitetos formada por Waldir Ramos, Raphael Galvão, Miguel Feldman, Oscar Valde­taro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Car­neiro, vencedora de concurso público.

 

Voltar para lista de notícias

ImprimirEnviar esta página
CBCA
IABR
Prodweb